Vocês sabem que as mulheres adoram acompanhar as tendências da moda que vai da calça "boyfriend" ao relançamento das peças com uma visão mais moderna, ou seja, o estilo "vintage".
As revistas femininas tendem a demonstrar quais serão as novidades do mundo da moda e nós, mulheres, tentamos, na medida do possível, nos adequar aos rigores dos fashionistas.
Essa tendência da moda também se aplica ao paladar feminino. Veja você que curioso: os produtos integrais estão super “in”: massas, pães, pizza, cereais. Tudo pode ser integral se você quiser. Dizem que aumenta a sensação de saciedade, pois demoram mais a fazer digestão, além de serem ótimos no funcionamento do intestino. Assim você não engorda e faz “coco molinho”, veja só quanta coisa boa.
Mas percebeu-se que só os produtos integrais já não bastavam, era preciso diversificar o ser saudável que existe em cada um. Inventaram, então, o óleo de girassol e de canola e com 0% de colesterol. Já lançaram até maionese com apenas 40 calorias, tudo para você não cultivar a tão odiada pança e diminuir o buraco na camada de ozônio (?!).
O discurso politicamente correto totalmente apelativo desses produtos me assusta. Afinal é totalmente possível fritar pasteizinhos aperitivos no óleo de canola e ele fará tão mal quanto o óleo tradicional, certo? Pois é.
Bem, continuando nossa linha-do-tempo pseudo-natureba, não podemos esquecer da linhaça. Presente nos pães integrais ela foi o hit do ano passado. Quem não comesse linhaça em alguma refeição estava totalmente “out” e na vida, temos que estar "up-to-date" o tempo todo.
Hoje descobri a quinua. Fui almoçar com uma amiga e ela viu que não incluí no meu prato esse produto que acabou de ser despontado como o salvador de toda mulher aspirante a não ter celulite. Tomei uma bronca: “como assim você não pegou quinua? Faz super bem, você tem que comer pelo menos uma vez ao dia!”
Quem sou eu para discutir. Lá fui eu comer a quinua, ora! Vai que daqui a pouco descobrem que quinua ajuda a ficar mais inteligente e bonita? Se terá esse efeito eu não sei, mas que eu como para pelo menos tentar, disso não tenho dúvidas!
(Veja o que é quais as vantagens da quinua no link http://www.shopfacil.com.br/prime/Index.aspx?origem=21)
quinta-feira, 28 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
É tudo culpa da comédia romântica

Sim, preciso dizer isso, nós mulheres somos induzidas, ainda que involuntariamente a acreditarmos nos príncipes encantados e no jargão do “e viveram felizes para sempre”.
Desde pequenas somos condicionadas a pensarmos assim. É só lembrarmos das histórias da Branca de Neve, Cinderela e Rapunzel. Todas são salvas por seus príncipes perfeitos.
Então crescemos e aprendemos que contos de fadas não passam de meros contos e que de tão fictícios passam a ser tolos.
Nossa maturidade nos faz perceber que tudo não passava de uma história pra boi dormir e por boi leia-se nós, mulheres.
Eis que agora, no auge de nossa maturidade feminina, no entanto, não resistimos a uma comédia romântica. Tudo não passa de uma versão “repaginada” das histórias a que estávamos acostumadas na infância.
Assistimos satisfeitas àquela história água com açúcar e no final suspiramos pelo mocinho do filme.
Daí, saímos da sessão de cinema e olhamos para o nosso respectivo, eles não têm muito em comum, tirando o fato de ambos serem do sexo masculino. Na verdade, coitado, seu namorado não tem a menor chance. O mocinho do filme era doce, terno e falava a coisa certa no momento certo (sempre). Mas ele tinha prazo de validade curto: apenas duas horas de duração.
Por um momento, ficamos em dúvida se o sujeito ao nosso lado é realmente o cara certo e se não devemos procurar alguém um pouco mais sentimental e romântico.
Pior ainda é quem está solteira e coloca na cabeça que precisa arrumar um bonitão-simpático-inteligente-porte-atlético-e com dinheiro. Quase impossível reunir todas as qualidades num homem só, certo?
Tudo culpa da comédia romântica! É ela quem cria esses estereótipos pré-fabricados de bom-moço assim como nos contos de fada. Cabe a nós portadoras dos genes 2X sabermos distinguir que o namorado sim é de carne e osso e que ninguém consegue ser bacana 24 horas por dia. Eles devem ser bacanas na medida certa.
Afinal, não tem nada mais chato do que ser tratada a pão-de-ló o tempo todo, certo? Ou vai dizer que você também não gosta de assistir ao Shrek?

Desde pequenas somos condicionadas a pensarmos assim. É só lembrarmos das histórias da Branca de Neve, Cinderela e Rapunzel. Todas são salvas por seus príncipes perfeitos.
Então crescemos e aprendemos que contos de fadas não passam de meros contos e que de tão fictícios passam a ser tolos.
Nossa maturidade nos faz perceber que tudo não passava de uma história pra boi dormir e por boi leia-se nós, mulheres.
Eis que agora, no auge de nossa maturidade feminina, no entanto, não resistimos a uma comédia romântica. Tudo não passa de uma versão “repaginada” das histórias a que estávamos acostumadas na infância.
Assistimos satisfeitas àquela história água com açúcar e no final suspiramos pelo mocinho do filme.
Daí, saímos da sessão de cinema e olhamos para o nosso respectivo, eles não têm muito em comum, tirando o fato de ambos serem do sexo masculino. Na verdade, coitado, seu namorado não tem a menor chance. O mocinho do filme era doce, terno e falava a coisa certa no momento certo (sempre). Mas ele tinha prazo de validade curto: apenas duas horas de duração.
Por um momento, ficamos em dúvida se o sujeito ao nosso lado é realmente o cara certo e se não devemos procurar alguém um pouco mais sentimental e romântico.
Pior ainda é quem está solteira e coloca na cabeça que precisa arrumar um bonitão-simpático-inteligente-porte-atlético-e com dinheiro. Quase impossível reunir todas as qualidades num homem só, certo?
Tudo culpa da comédia romântica! É ela quem cria esses estereótipos pré-fabricados de bom-moço assim como nos contos de fada. Cabe a nós portadoras dos genes 2X sabermos distinguir que o namorado sim é de carne e osso e que ninguém consegue ser bacana 24 horas por dia. Eles devem ser bacanas na medida certa.
Afinal, não tem nada mais chato do que ser tratada a pão-de-ló o tempo todo, certo? Ou vai dizer que você também não gosta de assistir ao Shrek?

terça-feira, 19 de maio de 2009
Geração Tarja Preta

Já fomos a geração coca-cola. Na década de 90 tomávamos refrigerante, ouvíamos a Legião Urbana e acreditávamos que tudo daria certo em nossas vidas.
Passamos no vestibular, fizemos faculdade e hoje somos adultos formados, com profissão, algum dinheiro no banco e com stress, muito stress.
Na faculdade nos ensinam sobre leis, sobre as regras de mercado, sobre como fazer balanços. Esqueceram de nos ensinar que trabalho é importante, mas não é fundamental. Não nos ensinaram a relaxar. Não nos ensinaram que ser “workholic” não vai te fazer um ser humano melhor e que isso só vai acabar com sua saúde.
Pois bem, a faculdade acabou e hoje, quando olho ao meu redor vejo meus amigos exaustos, sem pique para sair e tomar uma cerveja, bater um papo, dar umas risadas. Não conseguem mais encontrar tempo para isso. Trabalham muito e quando acaba o dia eles só querem saber de colocar o pijama e ir dormir.
Alguns deles já tiveram depressão. Um deles está se tratando de uma síndrome do pânico. Eu tive uma insônia crônica que durou uma semana. Nada que um remedinho tarja-preta não resolva.
Psicólogos e psiquiatras já fazem parte da nossa agenda. Os calmantes e tranqüilizantes já não são considerados remédios de gente doida (ou será que os doidos somos nós, agora?), e os papos que outrora eram sobre bandas de rock, hoje são sobre como diminuir o stress sem virar a mesa e vender coco na Bahia.
Minha geração vive para trabalhar, não trabalha para viver. Perdeu a noção do que é essencial para ser feliz. Mais vale um time sheet repleto de horas do que uma agenda repleta de amigos.
Quanto a mim, resolvi me matricular numa academia. Vou fazer pilates. Espero trocar o ansiolítico por serotonina. Eu já quis ser rica, hoje quero apenas ser feliz.
domingo, 17 de maio de 2009
Aliança
Sara era noiva de Ricardo havia alguns meses. Justo ela, pensou, que era contra essas convenções sociais. Sempre pregou pelo amor livre. Por amor livre leia-se não a suruba, mas um amor sem as amarras e ficções sociais.
Ricardo, no entanto, foi criado por uma família tradicional e pretendia casar, ter filhos e constituir uma família com Sara. Ela também pretendia tudo isso, mas de uma forma não tão formal.
Um dia, Ricardo apareceu com um estojo e pediu a mão de Sara em casamento. Naquele instante o estrógeno e a progesterona superaram todos os sentimentos e pensamentos de Sara em ter uma família informal e ela disse “sim”. Ficaram noivos por alguns meses e casaram-se em Campos do Jordão, numa casa com um grande jardim.
Num sábado qualquer, Ricardo e Sara resolveram sair para jantar. Sara, apesar de casada, ainda não havia conseguido manter um diálogo amistoso com sua aliança e sempre que chegava em casa, a primeira coisa que fazia era tirá-la.
Ela sempre acreditou que o amor que sentia estava no coração e que aquela argola banhada a ouro, vendida como sonho de felicidade em lojas chiques dos shoppings eram a representação madura dos fetiches de infância das leitoras de contos-de-fada.
Sendo assim, ela tinha em seu aparador, ao lado da porta de entrada do seu apartamento, a garrida para abrigar o símbolo máximo da família na sociedade ocidental. Tendo esse desapego, por algumas vezes esquecia de, ao sair do seu apartamento, colocar de volta ao dedo o seu anel de casamento.
Ricardo não ficava nada satisfeito quando algo do tipo acontecia. Ele considerava falta de consideração esse tipo de atitude. Desse modo, Sara sempre se esforçava em colocá-la e não esquecer o dito anel, jamais.
Ainda sobre o jantar, naquela noite ambos saíram e Sara já no carro, a caminho do restaurante, percebeu que estava sem a aliança. Ficou branca, azul e cinza e pensou em simular um mal-estar, antes que Ricardo percebesse a presepada em que ela mesma havia se enfiado, mesmo porque a aliança de Ricardo estava lá, brilhando em sua mão esquerda.
Fato é que Sara estava com fome. Fez cara de choro e comunicou a Ricardo o ocorrido. Ele não fez cara de felicidade, por óbvio, mas também não fez questão em voltar para casa e pegar a aliança. Foram os dois (um triste e a outra se sentindo culpada), ao restaurante.
Lá chegando, o garçom entregou o cardápio. Ambos pediram a bebida, a entrada e engataram um papo animado. O garçom passou a olhar Sara de um modo não muito habitual. Ela estranhou tal fato, mas achou melhor não comentar ao marido.
Pediram então o prato principal, comeram e Sara percebeu que o garçom cochichava algo com o maitre. Eles soltaram risinhos. Ela então percebeu o que estava rolando. Os dois achavam que ela era a amante de seu marido e não a esposa, como de fato e de direito era.
Sara começou a rir. O marido ficou sem entender. Ela passou a gargalhar. Algo mais surreal que isso, só um quadro do Dali. Foi cômico, senão trágico. Sara então, contou ao marido o que ela tinha descoberto e ambos se divertiram com o fato o resto da noite.
O garçom ficou pensando que aquele casal só se divertia assim por não ter um compromisso sério. Que aquela moça que supostamente estava desagregando e desunindo uma família, não parecia nem um pouco culpada. Pelo contrário, gargalhava à mesa e fazia questão em jantar em público com o marido da outra. Sendo que ele continuava a usar a aliança, objeto esse que testemunhara as juras de amor eterno entre ele e uma coitada que deveria estar em casa, sozinha, sentindo falta de seu homem.
Sara e Ricardo pediram uma sobremesa e duas colheres. Comeram divertidamente aquele doce e adoçaram a boca. Na saída do restaurante, Ricardo, enquanto aguardava o carro, beijou os cabelos de Sara e disse que a amava.
Sara retribuiu o carinho e lhe beijou a boca. O manobrista olhou aquilo indignado. Comentou com o outro amigo, também manobrista que esse mundo estava perdido. Como pode existir tal coisa nesse mundo? Uma pouca-vergonha.
Ricardo, no entanto, foi criado por uma família tradicional e pretendia casar, ter filhos e constituir uma família com Sara. Ela também pretendia tudo isso, mas de uma forma não tão formal.
Um dia, Ricardo apareceu com um estojo e pediu a mão de Sara em casamento. Naquele instante o estrógeno e a progesterona superaram todos os sentimentos e pensamentos de Sara em ter uma família informal e ela disse “sim”. Ficaram noivos por alguns meses e casaram-se em Campos do Jordão, numa casa com um grande jardim.
Num sábado qualquer, Ricardo e Sara resolveram sair para jantar. Sara, apesar de casada, ainda não havia conseguido manter um diálogo amistoso com sua aliança e sempre que chegava em casa, a primeira coisa que fazia era tirá-la.
Ela sempre acreditou que o amor que sentia estava no coração e que aquela argola banhada a ouro, vendida como sonho de felicidade em lojas chiques dos shoppings eram a representação madura dos fetiches de infância das leitoras de contos-de-fada.
Sendo assim, ela tinha em seu aparador, ao lado da porta de entrada do seu apartamento, a garrida para abrigar o símbolo máximo da família na sociedade ocidental. Tendo esse desapego, por algumas vezes esquecia de, ao sair do seu apartamento, colocar de volta ao dedo o seu anel de casamento.
Ricardo não ficava nada satisfeito quando algo do tipo acontecia. Ele considerava falta de consideração esse tipo de atitude. Desse modo, Sara sempre se esforçava em colocá-la e não esquecer o dito anel, jamais.
Ainda sobre o jantar, naquela noite ambos saíram e Sara já no carro, a caminho do restaurante, percebeu que estava sem a aliança. Ficou branca, azul e cinza e pensou em simular um mal-estar, antes que Ricardo percebesse a presepada em que ela mesma havia se enfiado, mesmo porque a aliança de Ricardo estava lá, brilhando em sua mão esquerda.
Fato é que Sara estava com fome. Fez cara de choro e comunicou a Ricardo o ocorrido. Ele não fez cara de felicidade, por óbvio, mas também não fez questão em voltar para casa e pegar a aliança. Foram os dois (um triste e a outra se sentindo culpada), ao restaurante.
Lá chegando, o garçom entregou o cardápio. Ambos pediram a bebida, a entrada e engataram um papo animado. O garçom passou a olhar Sara de um modo não muito habitual. Ela estranhou tal fato, mas achou melhor não comentar ao marido.
Pediram então o prato principal, comeram e Sara percebeu que o garçom cochichava algo com o maitre. Eles soltaram risinhos. Ela então percebeu o que estava rolando. Os dois achavam que ela era a amante de seu marido e não a esposa, como de fato e de direito era.
Sara começou a rir. O marido ficou sem entender. Ela passou a gargalhar. Algo mais surreal que isso, só um quadro do Dali. Foi cômico, senão trágico. Sara então, contou ao marido o que ela tinha descoberto e ambos se divertiram com o fato o resto da noite.
O garçom ficou pensando que aquele casal só se divertia assim por não ter um compromisso sério. Que aquela moça que supostamente estava desagregando e desunindo uma família, não parecia nem um pouco culpada. Pelo contrário, gargalhava à mesa e fazia questão em jantar em público com o marido da outra. Sendo que ele continuava a usar a aliança, objeto esse que testemunhara as juras de amor eterno entre ele e uma coitada que deveria estar em casa, sozinha, sentindo falta de seu homem.
Sara e Ricardo pediram uma sobremesa e duas colheres. Comeram divertidamente aquele doce e adoçaram a boca. Na saída do restaurante, Ricardo, enquanto aguardava o carro, beijou os cabelos de Sara e disse que a amava.
Sara retribuiu o carinho e lhe beijou a boca. O manobrista olhou aquilo indignado. Comentou com o outro amigo, também manobrista que esse mundo estava perdido. Como pode existir tal coisa nesse mundo? Uma pouca-vergonha.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Botox
Tenho 30 anos e percebo ao olhar atentamente no espelho que algumas linhas de expressão estão ensaiando uma apresentação vindoura. Antigamente dizia-se que tal pessoa tinha rugas ou ainda “pé de galinha” pensando nas linhas que se formam no canto dos olhos, faz todo o sentido, veja a imagem), acho muito mais autêntico e engraçado falar em ruga do que linha de expressão.

Fiquei pensando se, quando as rugas, ou linhas de expressão ou mesmo pés de galinha derem o ar da graça, se de fato eu entraria na onda butolítica. Para que isso aconteça, já adianto de antemão que alguns obstáculos terão de ser superados, dentre eles, o medo que tenho de agulhas. Nunca fiz acupuntura porque tenho pavor delas, mesmo sendo fininhas e de dizerem que não dói nada. Então, imagina ver aplicações de injeções sendo involuntariamente feitas em meu rosto. Só de pensar nisso, me dá um daqueles calafrios que tremem o corpo todo e parece que baixou o santo.

O segundo obstáculo (talvez esse seja o principal, diga-se de passagem) é ver os (d)efeitos que essa substância causam em algumas mulheres. Vejam, por exemplo, a Marta Suplicy, ela colocou botox e parece ter sofrido um derrame, o olho e a boca estão tortos, ficou um pouco deformada. Usei a Marta como exemplo, mas posso apontar também vítimas como a Glória Menezes, a Vera Fisher, a Ana Maria Braga, a Susana Vieira, todas parecem que estão esticadas demais, na minha opinião.
Isso tudo me faz lembrar que, quando eu era pequena, admirava as rugas da minha avó. Achava-as lindas e pensava que um dia eu teria as minhas próprias rugas. A combinação de rugas + cabelos brancos de minha vozinha, faziam com que ela me parecesse muito sábia e muito vivida. De fato, ela viveu o suficiente para eu perceber que com a idade, as pessoas tendem a melhorar.
Mas o tempo passou, eu cresci e hoje está havendo um processo de demonização das rugas. Elas não são mais bem-vindas. Assim como os peitos pequenos também saíram de moda. E o pior é que a mulherada está entrando nessa onda. Elas estão colocando silicone, botox, fazendo plásticas e mais plásticas para serem perfeitas e eternamente jovens. Come on!
As pessoas estão se preocupando demais com o exterior e esquecem de que o interior também é importante, que um equilíbrio deve existir, que não adianta nada ficar bonita e gostosa e não ter opinião sobre um livro, um filme, uma notícia, enfim, ser apenas uma casca oca e sem graça. Vale lembrar que as mulheres que aderiram a essa moda, são todas semelhantes, parecem fabricação em série: todas são peitudas, loiras, bronzeadas artificialmente. Nada mais patético.
Não sou contra plásticas, veja bem, acho mesmo que cada um sabe onde aperta o sapato, mas na minha (humilde) opinião está tudo ficando artificial demais. Tudo hoje é plastificado, enlatado, congelado. Até bolo a gente compra pronto, embrulhado num papel alumínio e escolhe qual marca quer levar.
Bem, o que eu estou querendo dizer com tudo isso é que as rugas estão chegando para mim, mas talvez, com elas, esteja vindo também a sabedoria que tanto invejei em minha vó. Talvez o fato de eu não ter medo de envelhecer e ficar enrugada, seja o primeiro sinal de que minha meta de ser uma senhora sábia (e com rugas), está começando a rolar.

Fiquei pensando se, quando as rugas, ou linhas de expressão ou mesmo pés de galinha derem o ar da graça, se de fato eu entraria na onda butolítica. Para que isso aconteça, já adianto de antemão que alguns obstáculos terão de ser superados, dentre eles, o medo que tenho de agulhas. Nunca fiz acupuntura porque tenho pavor delas, mesmo sendo fininhas e de dizerem que não dói nada. Então, imagina ver aplicações de injeções sendo involuntariamente feitas em meu rosto. Só de pensar nisso, me dá um daqueles calafrios que tremem o corpo todo e parece que baixou o santo.

O segundo obstáculo (talvez esse seja o principal, diga-se de passagem) é ver os (d)efeitos que essa substância causam em algumas mulheres. Vejam, por exemplo, a Marta Suplicy, ela colocou botox e parece ter sofrido um derrame, o olho e a boca estão tortos, ficou um pouco deformada. Usei a Marta como exemplo, mas posso apontar também vítimas como a Glória Menezes, a Vera Fisher, a Ana Maria Braga, a Susana Vieira, todas parecem que estão esticadas demais, na minha opinião.
Isso tudo me faz lembrar que, quando eu era pequena, admirava as rugas da minha avó. Achava-as lindas e pensava que um dia eu teria as minhas próprias rugas. A combinação de rugas + cabelos brancos de minha vozinha, faziam com que ela me parecesse muito sábia e muito vivida. De fato, ela viveu o suficiente para eu perceber que com a idade, as pessoas tendem a melhorar.
Mas o tempo passou, eu cresci e hoje está havendo um processo de demonização das rugas. Elas não são mais bem-vindas. Assim como os peitos pequenos também saíram de moda. E o pior é que a mulherada está entrando nessa onda. Elas estão colocando silicone, botox, fazendo plásticas e mais plásticas para serem perfeitas e eternamente jovens. Come on!
As pessoas estão se preocupando demais com o exterior e esquecem de que o interior também é importante, que um equilíbrio deve existir, que não adianta nada ficar bonita e gostosa e não ter opinião sobre um livro, um filme, uma notícia, enfim, ser apenas uma casca oca e sem graça. Vale lembrar que as mulheres que aderiram a essa moda, são todas semelhantes, parecem fabricação em série: todas são peitudas, loiras, bronzeadas artificialmente. Nada mais patético.
Não sou contra plásticas, veja bem, acho mesmo que cada um sabe onde aperta o sapato, mas na minha (humilde) opinião está tudo ficando artificial demais. Tudo hoje é plastificado, enlatado, congelado. Até bolo a gente compra pronto, embrulhado num papel alumínio e escolhe qual marca quer levar.
Bem, o que eu estou querendo dizer com tudo isso é que as rugas estão chegando para mim, mas talvez, com elas, esteja vindo também a sabedoria que tanto invejei em minha vó. Talvez o fato de eu não ter medo de envelhecer e ficar enrugada, seja o primeiro sinal de que minha meta de ser uma senhora sábia (e com rugas), está começando a rolar.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Fidelidade Masculina

“EU NUNCA VOU TE ABANDONAR” era o que estava escrito em uma camiseta de um cara na rua. Fiquei imaginando o real sentido daquela frase. Seria para uma mulher, para a mãe dele ou seria uma dessas campanhas publicitárias que ficam testando a reação das pessoas, pensei comigo.
Imaginei que se o cara teve o trabalho de escrever isso em uma camiseta, ele seria o ser mais "cute" do planeta. Imagina se meu namorado resolve escrever uma declaração de amor numa camiseta para mim? Ok, eu sei que ele gosta de mim, mas pendurar faixas e escrever em camisetas não é o estilo dele.
A história da camiseta ficou em minha cabeça e comentei com um colega de trabalho. Ele riu para mim e disse: “Ah, são os corinthianos que lançaram essa moda, a frase “eu nunca vou te abandonar” está no fato do Corinthians ter ido para a segunda divisão e que nem assim o sujeito vai deixar de torcer pelo time.
Fiquei olhando para o meu colega e tentei entender o que levaria um homem, macho, peludo a fazer uma declaração explícita para um time e não para a sua esposa, namorada ou ficante. Explicando melhor: é "cool" para a linhagem masculina ter uma camiseta declarando seu amor a um time, mas se fosse para a sua mulher, pegaria mal.
Ok, depois as mulheres é quem são complicadas. Os homens não choram com o fim de um relacionamento, mas se o time perde o campeonato, sai de baixo: é uma choradeira e ladainha sem fim. Aparecem até na televisão com lágrimas nos olhos e cara de desconsolo tentando fingir que aquilo não era real.
Sinceramente, na minha cabeça essa devoção masculina não faz o menor sentido. Mas pensando bem, se meu namorado aparecesse com uma camiseta, escrito “Eu nunca vou te abandonar, Ana Paula”, eu acho que terminaria com ele. Tem coisa mais brega?
sábado, 2 de maio de 2009
Swing
Amigos são a minha maior fonte de inspiração. De verdade. São eles que me contam os “causos” mais escabrosos, escatológicos e surreais que já ouvi. Colocam Nelson Rodrigues no chinelo.
Dia desses, tomando uma cervejinha com uma amiga, entrou na pauta da discussão a moda dos clubes de swing. Acho isso tudo engraçado, afinal, putaria existe desde os tempos mais remotos. Os egípcios tinham mania de encher a lata e, sob essa desculpa ficar lá na onda do “ninguém é de ninguém”, faziam várias orgias, os romanos, os gregos também. Já assistiu o filme Calígula? Então, a prova está lá.
Daí que eu não sou falsa-moralista, cada um sabe de si. Se você quiser ir não sou eu quem vou te julgar ou condenar. Bem, falando assim parece até que sou freqüentadora assídua desses lugares, mas não sou e nunca fui por um motivo simples. Tenho medo de encontrar algum conhecido.
Imagina a cena, você encontra seu chefe, seu amigo, seu pai (!) lá, peladão, fazendo sabe Deus o quê, sabe Deus com quem e não pode nem dizer que errou o caminho ou não sabia do que se tratava, que se perdeu ou algo do tipo.Não, to fora, tenho medo só de imaginar a cena. Aproveito para matar a curiosidade com as experiências alheias. Minha amiga me contou tudo. Quer saber como é, então acompanhe:
1) Quando você entra num clube de swing, fica um pouco decepcionado porque é, aparentemente, um bar com gente vestida e tudo normal. Você já se sente depravada porque esperava gente pelada, roupas de couro, chicotes e putarias, qual nada! Tudo muito comportado.
2) Passando essa espécie de bar, existe um corredor onde treliças de madeira separam espécies de quartos. Nesses lugares ficam aquele povo exibicionista, que gosta de fazer o que não deve e ainda mostrar aos outros. Ela disse que esse lugar é bacana de ficar, porque você pode só assistir se quiser. Segundo ela, é “sussa”.
3) Por último e não menos importante está o “quarto escuro”. Esse sim a putaria rola solta. Ela teve que beber um pouco para criar coragem e entrar lá. Disse que o lugar é realmente escuro e, ao entrar sentiu aquele cheiro de sexo impregnado no ar. Suspiros, sussuros e gemidos era o som que imperava. Não dava pra ver nada nem ninguém direito. Ela estava achando interessante até começarem a beijar o seu pescoço e pegarem no seu peito. Percebeu que não era tão moderna assim, ficou com medo e preferiu a sala das treliças.
Bem, ela disse que vale a pena conhecer, que é uma experiência sociológica da qual você nunca vai esquecer. Acredito nela, mas antes, preciso me preparar psicologicamente e pensar numa resposta para caso eu encontre alguém conhecido nesses clubes.
Até lá fico ouvindo os causos dos amigos. E tornando públicas essas experiências sexo-educativas.
Dia desses, tomando uma cervejinha com uma amiga, entrou na pauta da discussão a moda dos clubes de swing. Acho isso tudo engraçado, afinal, putaria existe desde os tempos mais remotos. Os egípcios tinham mania de encher a lata e, sob essa desculpa ficar lá na onda do “ninguém é de ninguém”, faziam várias orgias, os romanos, os gregos também. Já assistiu o filme Calígula? Então, a prova está lá.
Daí que eu não sou falsa-moralista, cada um sabe de si. Se você quiser ir não sou eu quem vou te julgar ou condenar. Bem, falando assim parece até que sou freqüentadora assídua desses lugares, mas não sou e nunca fui por um motivo simples. Tenho medo de encontrar algum conhecido.
Imagina a cena, você encontra seu chefe, seu amigo, seu pai (!) lá, peladão, fazendo sabe Deus o quê, sabe Deus com quem e não pode nem dizer que errou o caminho ou não sabia do que se tratava, que se perdeu ou algo do tipo.Não, to fora, tenho medo só de imaginar a cena. Aproveito para matar a curiosidade com as experiências alheias. Minha amiga me contou tudo. Quer saber como é, então acompanhe:
1) Quando você entra num clube de swing, fica um pouco decepcionado porque é, aparentemente, um bar com gente vestida e tudo normal. Você já se sente depravada porque esperava gente pelada, roupas de couro, chicotes e putarias, qual nada! Tudo muito comportado.
2) Passando essa espécie de bar, existe um corredor onde treliças de madeira separam espécies de quartos. Nesses lugares ficam aquele povo exibicionista, que gosta de fazer o que não deve e ainda mostrar aos outros. Ela disse que esse lugar é bacana de ficar, porque você pode só assistir se quiser. Segundo ela, é “sussa”.
3) Por último e não menos importante está o “quarto escuro”. Esse sim a putaria rola solta. Ela teve que beber um pouco para criar coragem e entrar lá. Disse que o lugar é realmente escuro e, ao entrar sentiu aquele cheiro de sexo impregnado no ar. Suspiros, sussuros e gemidos era o som que imperava. Não dava pra ver nada nem ninguém direito. Ela estava achando interessante até começarem a beijar o seu pescoço e pegarem no seu peito. Percebeu que não era tão moderna assim, ficou com medo e preferiu a sala das treliças.
Bem, ela disse que vale a pena conhecer, que é uma experiência sociológica da qual você nunca vai esquecer. Acredito nela, mas antes, preciso me preparar psicologicamente e pensar numa resposta para caso eu encontre alguém conhecido nesses clubes.
Até lá fico ouvindo os causos dos amigos. E tornando públicas essas experiências sexo-educativas.
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