A Pati do vida nova no velho mundo me convidou a participar dessa brincadeira. Quais as cinco coisas que você nunca fez, mas gostaria. vamos lá:
1) Eu queria muito, mas muito, mas muito mesmo de ter sido a Jane Austen. Ter vivido na Inglaterra do século XIX, ser rica e já ter uma cabeça pra frente feito ela. Acho que seria tudo de bom.
2) Queria muito ter sido amiga do Jimmi Hendrix. Desde que li sua biografia, tenho vontade de abraçá-lo. Ele era um cara super do bem, além de ser mega talentoso.
3) Adoraria ser a Capitu e zombar do Bentinho que vivia desconfiando de mim.
4) Gostaria muito de voltar a correr. Virar maratonista e participar dessas provas em lugares bacanas, como a corrida de NY, de Paris, de Florianópolis e afins.
5) Eu queria muito ter sido a Rita Lee na fase Mutantes para escolher no palitinho quem seria meu marido e depois escrever aquelas músicas sensacionais "me deixa de quatro no ato, me enche de amor, de amooooor" que eu cantava desde muito nova, mas só entenderia o significado muito tempo depois, rs
Pati, depois me diz o que vc achou, ok?
Beijos,
segunda-feira, 29 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Nosso amor de ontem

Foi assim que acabou: com lágrimas, tristeza e vazio.
Alguém já disse que a tristeza que sentimos quando um amor chega ao fim não é exatamente pelo fim, mas por todo um futuro interrompido. Vocês não vão mais compartilhar as pequenas coisas: a cor do vestido novo, o próximo filme em cartaz, a piada engraçada que você ouviu no trabalho. Os detalhes do quotidiano não serão mais debatidos durante o jantar.
Não existe mais o “nós”, só o “você”. Não existe mais um par. E você aprende a conviver como ímpar, como uma só, sem segredos comuns, lençóis divididos, medos compartilhados.
O tempo passa, cada um segue a sua vida.
O que fica?
A lembrança dos bons momentos, tudo o que se aprendeu com a relação e o amadurecimento sem fim que ainda hoje acontece.
Foi amor? Sim, foi. Mas não foi eterno.
O amor eterno é o atual, porque ainda não acabou.
Nosso amor de ontem, hoje é só lembrança. Boa ou ruim, mas ainda assim, lembrança.
Alguém já disse que a tristeza que sentimos quando um amor chega ao fim não é exatamente pelo fim, mas por todo um futuro interrompido. Vocês não vão mais compartilhar as pequenas coisas: a cor do vestido novo, o próximo filme em cartaz, a piada engraçada que você ouviu no trabalho. Os detalhes do quotidiano não serão mais debatidos durante o jantar.
Não existe mais o “nós”, só o “você”. Não existe mais um par. E você aprende a conviver como ímpar, como uma só, sem segredos comuns, lençóis divididos, medos compartilhados.
O tempo passa, cada um segue a sua vida.
O que fica?
A lembrança dos bons momentos, tudo o que se aprendeu com a relação e o amadurecimento sem fim que ainda hoje acontece.
Foi amor? Sim, foi. Mas não foi eterno.
O amor eterno é o atual, porque ainda não acabou.
Nosso amor de ontem, hoje é só lembrança. Boa ou ruim, mas ainda assim, lembrança.
domingo, 21 de junho de 2009
Sobre contas de luz e contos de fadas
Dia desses, à noite, convidei uma amiga para tomar sopa e falarmos da vida. Trivialidades. Cheguei em casa e acendi a luz. Ao menos tentei. Aparentemente a lâmpada havia queimado. Lamentei com minha amiga que não tinha uma lâmpada reserva. Tentei, então, ligar a luz do quarto. Nada. Acabou a luz, pensei. Será? Mas tínhamos usado o elevador e as luzes do corredor do prédio estavam acesas. Estava tentando entender o que tinha acontecido. “Cortaram sua luz”, minha amiga falou.
“Impossível, eu paguei as contas”. Interfonei na portaria. Realmente cortaram a luz. Entrei em pânico. Não encontrava as velas, nem os fósforos. Liguei o laptop para entrar no site da companhia de luz. Sem rede. Sem luz.
Com vergonha e sem saber o que fazer, tentei pensar racionalmente. Cazzo, como vou tomar banho? Como vou encontrar minha roupa para trabalhar amanhã? Como vou trabalhar? O que minha amiga vai pensar de mim. Que vergonha!
Minha amiga, percebendo meu desconforto com a situação, ofereceu sua casa para eu tomar banho. Agradeci a gentileza, mas recusei. Estava tão sem graça que ir à casa dela só iria prolongar meu desconcerto. Ela foi embora.
Cansada, vencida, perdida, liguei para o namorado: “cortaram minha luz” falei entre os dentes, meio com vergonha. “o quê?” “CORTARAM MINHA LUZ!”. “Você pagou a conta?” “Aparentemente não”, respondi. “ok, estou indo praí”.Foi a melhor frase do dia. Me senti salva, resgatada, protegida, as the fucking Cinderella!
Enquanto aguardava o namorado chegar, fiquei pensando nos contos de fada. Eles acontecem ainda hoje, se você prestar atenção. Só não rola a frase do “e eles viveram felizes para sempre”. Hoje em dia está mais para “que seja eterno enquanto dure.”
A princesa pós-moderna também pode ser salva, mas só em ocasiões especiais. Em caso de falta de luz, por exemplo, e com as devidas adaptações: a torre em que "a princesa" está presa é o 5º andar de um edifício. A bruxa má é a companhia de luz e o príncipe guia um carro prata e não mais um cavalo branco.
Tomei banho na casa do namorado, paguei minha conta vencida e voltei para minha casa para dormir sozinha. Afinal, a princesa pós-moderna trabalha fora para comprar seu sapatinho de cristal. Ela tem, na verdade, muito mais do que um.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Cartas a um jovem escritor

Encontrei esse livro numa dessas tardes preguiçosas de sábado, enquanto desvendava as prateleiras de uma livraria que gosto de freqüentar.
O que me fisgou, além do autor, que é um dos meus preferidos, foi a frase “toda vida merece um livro”. Achei muito simpática essa idéia, afinal, todo mundo tem algo a ensinar ou a contar.
Esse livro é muito gostoso de ler, pois o nome faz juz ao seu estilo. Ele, de fato, é um conjunto de cartas que o autor escreve sobre cada um dos capítulos, que mais parecem “assuntos”. O mais emocionante para mim, entretanto, é que toda carta começa com um “querido amigo” e termina com “um abraço”. Pode parecer piegas, mas todos esses detalhes fazem você sentir como se um amigo mais velho e experiente estivesse lhe ensinando todos os seus segredos de vida. Eu achei isso incrível. Vargas Llosa é incrível...
Além de incrível ele é um querido. Ele escreve bem, tem de uma sensibilidade peculiar e (quase) ganhou as eleições no Peru. Gosto do estilo dele. Por falar em estilo, ele diz que essa é a primeira coisa importante que um escritor tem que adquirir: seu estilo. E o mais interessante é que na seqüência diz que não existe um estilo certo ou errado, pois ele é algo muito pessoal.
Fiquei muito feliz ao ler isso. Afinal, se o mais importante num escritor é ele ter seu estilo definido, percebi que de fato e de direito, muitos de nós já estamos com meio caminho andado! Boa notícia, não?
Outra coisa que me chamou a atenção foi ele dizer que o escritor precisa ter o poder de persuasão. Exatamente! Persuasão. Você precisa aprender a envolver o leitor com seus textos. Falando assim parece vago, certo? Vou transcrever um exemplo que ele dá no livro para deixar mais claro. Vale dizer também que Vargas Llosa menciona diversos livros e autores em todas as suas cartas.
Dá uma olhada: “se lhe tivessem dito, antes de ler A Metamorfose*, que o seu tema era a transformação de um modesto funcionariozinho em uma repulsiva barata, você provavelmente daria um bocejo e concluiria não haver razão para ler uma história tão idiota. No entanto, por ter lido a história de maneira mágica como Kafka a conta, você ‘acredita’ de coração na terrível sina de Gregor Sansa: identifica-se e sofre com ele, é consumido pela mesma angústia que vai aniquilando o pobre personagem, até que, com a morte, aquela normalidade da vida que sua aventura infeliz transtornara é restabelecida.”
Por fim, transcrevo o trecho do livro que gostei muito de ler e homenageio a todos que, assim como eu, conseguem encontrar um tempinho nessa vida tão atribulada que temos para trocarmos histórias, sentimentos e sensações.
O que me fisgou, além do autor, que é um dos meus preferidos, foi a frase “toda vida merece um livro”. Achei muito simpática essa idéia, afinal, todo mundo tem algo a ensinar ou a contar.
Esse livro é muito gostoso de ler, pois o nome faz juz ao seu estilo. Ele, de fato, é um conjunto de cartas que o autor escreve sobre cada um dos capítulos, que mais parecem “assuntos”. O mais emocionante para mim, entretanto, é que toda carta começa com um “querido amigo” e termina com “um abraço”. Pode parecer piegas, mas todos esses detalhes fazem você sentir como se um amigo mais velho e experiente estivesse lhe ensinando todos os seus segredos de vida. Eu achei isso incrível. Vargas Llosa é incrível...
Além de incrível ele é um querido. Ele escreve bem, tem de uma sensibilidade peculiar e (quase) ganhou as eleições no Peru. Gosto do estilo dele. Por falar em estilo, ele diz que essa é a primeira coisa importante que um escritor tem que adquirir: seu estilo. E o mais interessante é que na seqüência diz que não existe um estilo certo ou errado, pois ele é algo muito pessoal.
Fiquei muito feliz ao ler isso. Afinal, se o mais importante num escritor é ele ter seu estilo definido, percebi que de fato e de direito, muitos de nós já estamos com meio caminho andado! Boa notícia, não?
Outra coisa que me chamou a atenção foi ele dizer que o escritor precisa ter o poder de persuasão. Exatamente! Persuasão. Você precisa aprender a envolver o leitor com seus textos. Falando assim parece vago, certo? Vou transcrever um exemplo que ele dá no livro para deixar mais claro. Vale dizer também que Vargas Llosa menciona diversos livros e autores em todas as suas cartas.
Dá uma olhada: “se lhe tivessem dito, antes de ler A Metamorfose*, que o seu tema era a transformação de um modesto funcionariozinho em uma repulsiva barata, você provavelmente daria um bocejo e concluiria não haver razão para ler uma história tão idiota. No entanto, por ter lido a história de maneira mágica como Kafka a conta, você ‘acredita’ de coração na terrível sina de Gregor Sansa: identifica-se e sofre com ele, é consumido pela mesma angústia que vai aniquilando o pobre personagem, até que, com a morte, aquela normalidade da vida que sua aventura infeliz transtornara é restabelecida.”
Por fim, transcrevo o trecho do livro que gostei muito de ler e homenageio a todos que, assim como eu, conseguem encontrar um tempinho nessa vida tão atribulada que temos para trocarmos histórias, sentimentos e sensações.
: : TRECHO : :
“Se não estou errado em minha suposição (claro que tenho mais chances de estar errado do que certo), um homem ou uma mulher desenvolve precocemente, na infância ou no começo da adolescência, uma predisposição para fantasiar pessoas, situações, casos, mundos diversos do mundo em que vive, e essa inclinação é o ponto de partida do que mais tarde poderá se chamar vocação literária. Naturalmente existe um abismo entre essa propensão para se afastar, nas asas da imaginação, do mundo real e da vida de verdade, e o exercício da literatura, abismo esse que a maioria dos seres humanos não chega a cruzar. Os que o fazem e se tornam criadores de mundos por meio da palavra escrita – os escritores – são uma minoria, que, àquela predisposição ou tendência somaram essa expressão da vontade que Sartre chamava de escolha. Em dado momento, decidiram ser escritores. Elegeram-se como tal. Organizaram a vida para transportar para a palavra escrita essa vocação que antes se contentava em fantasiar, no território impalpável e secreto da mente, outras vidas e outros mundos (...)” (pág. 07)
*Se você não tiver lido o livro, aqui tem um resumo
: : FICHA TÉCNICA : :
Cartas a um jovem escritor
LLOSA, Mario Vargas
Elsevier Editora,
2008181 páginas
ISBN 978-85-352-2807-6
ISBN 978-85-352-2807-6
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Pára tudo. Chegou a Parada Gay.

Eu gosto de ir à parada gay por dois motivos: (i) o som é bom demais e sempre me divirto muito e (ii) sou super a favor do fim da homofobia. Só esses dois motivos já seriam suficientes para passar uma tarde de domingo no meio de tanta gente, mas a vibe que tem aquele lugar é tão incrível que só quem já foi, sabe.

Para começar, tem as roupas. Todo mundo se produz, os gays e os simpatizantes. Um acessório especial, plumas, paetês, fantasias. Tem muito gay que faz produção de gala e vira a atração da festa e se você pedir para tirar uma foto, ele lhe sorri e ainda agradece, um luxo!

Nunca fui maltratada por nenhum gay, muito pelo contrário. Eles são muito educados. Alguns são mais extrovertidos, outros mais recatados, mas nunca mal-educados. Para você ter uma idéia um deles pisou no meu pé durante a parada. O cara me pediu desculpas e ainda elogiou meu óculos cor-de-rosa. Não tem como não gostar de um ser humano assim, tem?
Bem, eles são homens com alma feminina. Deve ser por isso que as mulheres gostam tanto deles. Os machões heterossexuais torcem o nariz para eles. Ok. Ninguém precisa sair abraçado cantando aos quatro ventos se não curte a parada, mas respeito é bom e todo mundo merece.
Eu particularmente acho que os gays são indispensáveis ao planeta. Eles trabalham muito (todos são muito inteligentes e espirituosos) e a grande maioria ajuda a girar a economia. Duvida? Então dê um Google e veja quantas agências, hotéis, restaurantes, bares e casas noturnas são especializados nesse público. Sim meus queridos, o fato de eles não terem filhos faz com que aproveitem a vida de forma que qualquer hetero que se preze morra de catapora de tanta inveja. Eles não precisam pensar no quarto do bebê, no colégio, na faculdade, nada disso! O dinheiro deles é só para eles, percebe?Depois dessa até eu queria ser gay, rsrsrs
Mas falando sério, os gays ajudam a controlar o aumento da população. Poucos são os que têm filhos e querendo ou não, eles de certa forma equilibram um pouco esse crescimento desenfreado de seres humanos pelo planeta. Sem falar que alguns adotam crianças (em sua maioria carentes) e ainda fazem uma boa ação sem tamanho.
Por isso tudo eu gosto de ir na parada gay. Adoro vê-los felizes, de mãos dadas, sem remorso, sem vergonha e dizendo para todo mundo que é gay e ainda por cima é feliz.
Preciso dizer, no entanto, que nesse ano em especial a organização deixou a desejar. Apesar de distribuírem camisinhas durante a festa, eram quase inexistentes os banheiros químicos. Numa festa com 3 milhões de pessoas bebendo muito, imagina a confusão. O que vi de homem (e até mulher) procurando um cantinho pra liberar a cerveja ...
Sem falar na sujeira. Quando é que vão aprender a colocar lixeiras pelas calçadas para que joguem o lixo no lixo? Mas o que mais me chateou foi a falta de segurança. Ouvi pelo rádio que houve mais de 60 furtos nessa parada. Esses foram os registrados, pois minha amiga teve um celular furtado o que acabou com a nossa alegria. Tudo por conta de um empurra-empurra que teve perto do MASP, devido a falta de organização. Aparentemente fecharam algum acesso que não deviam e isso causou um certo tumulto e sempre tem um espertinho para tirar vantagem (ou um celular). Festa aberta tem desses problemas.
Apesar da mancada na organização, é muito bacana participar da festa. Olha eu aí no meio dos “policiais” com meu óculos rosa!

E para encerrar, segue uma frase que peguei num panfleto: "O país deve respeitar os gays, afinal, nas cores do arco-iris, também tem verde e amarelo"
sábado, 13 de junho de 2009
Love is definitely in the air

Sexta-feira, 12 de junho. Dia dos namorados
O dia estava frio. Perfeito para um passeio pela cidade. Perfeito para namorar. Ao andar pelas ruas, percebi os casais abraçados e felizes. Casais heteros e casais gays.
O melhor em existir uma data oficial para os namorados é que o romance está em todo lugar, basta prestar um pouco de atenção: o amor pode estar em uma exposição, em um café, ou mesmo num supermercado.
Para homenagear seu amor, não é necessário muito dinheiro. Pequenos gestos e atitudes podem demonstrar todo o carinho e amor que você sente por alguém.
Fui ao MASP ver a exposição do Vik Muniz. Meu amigo Johny descreveu a exposição. Ele, de forma clara e divertida, descreve todo o talento do artista. Lá também estavam casais que entre uma tela e outra, trocavam beijos e olhares cúmplices.
No segundo andar fui ver os pintores clássicos: Monet, Manet, Renoir, Picasso, Modigliani e muitos outros me fizeram companhia e tornaram meu dia especial. Tomei um banho de arte. Minha alma estava lavada de encanto e talento.
Inspirada, resolvi preparar um jantar especial para comemorar o dia de todos os apaixonados. Ao comprar os ingredientes para o jantar, me deparei com esse senhor que comprava rosas amarelas para sua amada. Não resisti, pedi para tirar uma foto e ele gentilmente concordou.
Aqui está ela. Uma prova singela de que o amor pode ser provado em pequenas doses, em gestos singelos e que não tem idade.

Voltei para casa feliz e preparei nosso jantar ao som de Billie Holiday. Quem disse que é preciso muito dinheiro para ser feliz? O amor está em tudo, basta saber olhar.

Feliz dia dos namorados!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Carta ao Senhor Pinto

Prezado Senhor Pinto,
Venho pela presente externar alguns comentários sobre suas atitudes que são praticadas desde sempre.
Espero que com isso o senhor observe alguns detalhes para melhorar a nossa convivência diária:
1) O assento sanitário deve ser utilizado de modo objetivo. Nós não gostamos quando vocês, pintos, miram no lugar errado e molham todo o banheiro. Preste mais atenção quando for despejar seus resíduos, por favor.
2) Sabemos que vocês se empolgam facilmente, mas por favor, não fique ereto em público, isso pode constranger demasiado o seu dono e a nós também. Tudo tem sua hora e seu lugar. Por mais que você queira brincar de esconde-esconde, o ideal é esperar chegar em casa.
3) Por falar em brincadeira, agora vamos conversar bem sério. Observando a dica número dois é importante que você saiba esperar e aproveitar o momento. Gostamos de brincar de esconde-esconde, mas não precisamos esconder você assim, de repente, sem nem conversarmos um pouco. Gostamos de uns beijinhos (primeiro no seu dono, depois em você), de carinho, etc. Você precisa ser um pouco mais paciente.
4) A roupinha que colocamos em você não é para te aquecer, ela serve sim, para te proteger, mas não é do frio, saiba disso. Você, às vezes, faz manhã e fica molinho ao ser agasalhado, mas não adianta fazer corpo mole! Tem que usar e pronto.
5) Essa é de fundamental importância: quando a brincadeira de esconder começar PRESTE MUITA ATENÇÃO! Existe uma única cavidade na qual você é bem vindo, não tente dar uma de espertinho para ficar tentando entrar onde não é querido. Mire com certeza e entre. O norte, sul, sudeste, centro-oeste NÃO SÃO LUGARES DE DIVERSÃO. Entre somente no centro, por gentileza.
6) TENHA CALMA, quando a brincadeira de esconder começar, não se afobe! Saiba aproveitar o momento. Nada de cuspir antes da hora. Espere nós nos divertirmos um pouco, lembre-se do ditado: “ladies first”. Nunca, em hipótese nenhuma, tente ser o primeiro da brincadeira. Lembre-se que essa atitude egoísta pode fazer com que outras brincadeiras sejam evitadas e quanto mais, melhor, certo?
7) E por último, mas não menos importante: caso seu dono resolva brincar de esconder em outro lugar, que não exatamente em nós, por favor, AVISE COM CERTA ANTECEDÊNCIA ao seu dono quando for cuspir, para nossas donas se prepararem. Elas costumar ficar chateadas de serem pegas desprevenidas.
De todo modo, apesar das observações acima, gostaríamos de deixar claro nosso carinho e gratidão à você.
Atenciosamente.
Xoxota.
Venho pela presente externar alguns comentários sobre suas atitudes que são praticadas desde sempre.
Espero que com isso o senhor observe alguns detalhes para melhorar a nossa convivência diária:
1) O assento sanitário deve ser utilizado de modo objetivo. Nós não gostamos quando vocês, pintos, miram no lugar errado e molham todo o banheiro. Preste mais atenção quando for despejar seus resíduos, por favor.
2) Sabemos que vocês se empolgam facilmente, mas por favor, não fique ereto em público, isso pode constranger demasiado o seu dono e a nós também. Tudo tem sua hora e seu lugar. Por mais que você queira brincar de esconde-esconde, o ideal é esperar chegar em casa.
3) Por falar em brincadeira, agora vamos conversar bem sério. Observando a dica número dois é importante que você saiba esperar e aproveitar o momento. Gostamos de brincar de esconde-esconde, mas não precisamos esconder você assim, de repente, sem nem conversarmos um pouco. Gostamos de uns beijinhos (primeiro no seu dono, depois em você), de carinho, etc. Você precisa ser um pouco mais paciente.
4) A roupinha que colocamos em você não é para te aquecer, ela serve sim, para te proteger, mas não é do frio, saiba disso. Você, às vezes, faz manhã e fica molinho ao ser agasalhado, mas não adianta fazer corpo mole! Tem que usar e pronto.
5) Essa é de fundamental importância: quando a brincadeira de esconder começar PRESTE MUITA ATENÇÃO! Existe uma única cavidade na qual você é bem vindo, não tente dar uma de espertinho para ficar tentando entrar onde não é querido. Mire com certeza e entre. O norte, sul, sudeste, centro-oeste NÃO SÃO LUGARES DE DIVERSÃO. Entre somente no centro, por gentileza.
6) TENHA CALMA, quando a brincadeira de esconder começar, não se afobe! Saiba aproveitar o momento. Nada de cuspir antes da hora. Espere nós nos divertirmos um pouco, lembre-se do ditado: “ladies first”. Nunca, em hipótese nenhuma, tente ser o primeiro da brincadeira. Lembre-se que essa atitude egoísta pode fazer com que outras brincadeiras sejam evitadas e quanto mais, melhor, certo?
7) E por último, mas não menos importante: caso seu dono resolva brincar de esconder em outro lugar, que não exatamente em nós, por favor, AVISE COM CERTA ANTECEDÊNCIA ao seu dono quando for cuspir, para nossas donas se prepararem. Elas costumar ficar chateadas de serem pegas desprevenidas.
De todo modo, apesar das observações acima, gostaríamos de deixar claro nosso carinho e gratidão à você.
Atenciosamente.
Xoxota.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
A dor poética
A dor do outro é poética porque não a sentimos de fato. Muitas vezes nos tornamos próximos da dor alheia, mas ela não nos afeta como a quem a sente de verdade.
Tentarei ser mais direta. Se uma epidemia começa na China, na Austrália ou na Europa, nos condoemos com os enfermos, mas também respiramos aliviados pelo fato de a doença não ter batido (ainda) às nossas portas.
Será egoísmo ou instinto de preservação?
Quando um amigo nos conta um problema, tentamos consolá-lo de todas as formas e até mesmo ajudamos a solucioná-lo, mas no minuto imediatamente posterior, suspiramos aliviados pelo fato de que o problema não é realmente nosso.
Por que somos assim? Será que na essência somos egoístas, por mais que não admitamos?
Se um avião cai, por que queremos saber quantos passageiros são brasileiros? Será que se não fosse aqui, haveria um pouco mais de conforto psicológico, apesar de todos serem seres humanos? Ou será que é a prova escancarada de que se o problema é do outro, não há problema, porque ele, de fato, não é nosso?
Tentarei ser mais direta. Se uma epidemia começa na China, na Austrália ou na Europa, nos condoemos com os enfermos, mas também respiramos aliviados pelo fato de a doença não ter batido (ainda) às nossas portas.
Será egoísmo ou instinto de preservação?
Quando um amigo nos conta um problema, tentamos consolá-lo de todas as formas e até mesmo ajudamos a solucioná-lo, mas no minuto imediatamente posterior, suspiramos aliviados pelo fato de que o problema não é realmente nosso.
Por que somos assim? Será que na essência somos egoístas, por mais que não admitamos?
Se um avião cai, por que queremos saber quantos passageiros são brasileiros? Será que se não fosse aqui, haveria um pouco mais de conforto psicológico, apesar de todos serem seres humanos? Ou será que é a prova escancarada de que se o problema é do outro, não há problema, porque ele, de fato, não é nosso?
Selo

Recebi um selo do blog da Nina (http://missunderstanding-nina.blogspot.com/). Confesso que já recebi alguns deles, mas não sabia direito como funcionava isso. Aparentemente só preciso fazer um post falando que ganhei o selo, de quem ganhei, responder às perguntas e indicá-lo à mais algumas pessoas.
Então lá vai:
1. Uma mania? Pensar em algo bacana que poderia virar um texto, e 5 segundos depois esquecer completamente o que era.
2. Pecado capital?Praticamente todos, mas considerando a devida proporção de cada um.
3. Melhor cheiro do mundo? Da casa da minha mãe, quando ela assa bolo.
4. Se dinheiro não fosse problema eu faria? Ajudaria crianças carentes e viajaria o mundo.
4. Se dinheiro não fosse problema eu faria? Ajudaria crianças carentes e viajaria o mundo.
5. Casos de infância? estourei o queixo tomando banho de chuva escondido e arrebentei a mão pulando o portão de casa para brincar sem que minha mãe soubesse (eu sempre fui espoleta).
6. Habilidade como dona de casa? Cozinho bem, mas não lavo a louça.
7. O que eu não gosto de fazer em casa? pentear o cabelo.
8. Uma frase?“o ótimo é inimigo do bom".
9. Passeio pra alma? ler.
9. Passeio pra alma? ler.
10. Passeio pro corpo? Viajar
11. O que me irrita? Gente que quer bancar a esperta e te fazer de idiota, furando fila, sentando no seu lugar. Rodo a baiana.
12. Frase ou palavra que fala muito? Cazzo
13. Palavrão mais usado? Cazzo
13. Palavrão mais usado? Cazzo
14. Desce do salto e sobe o morro quando?idem 11
15. Perfume que usa no momento?Prada
16. Elogio favorito?“adorei seu texto"
17. Talento oculto? ainda é tão oculto que não descobri.
18. Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro? calça cenoura
19. Queria ter nascido sabendo? a ter paciência
20.Qual a minha vocação? não faço ideia
18. Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro? calça cenoura
19. Queria ter nascido sabendo? a ter paciência
20.Qual a minha vocação? não faço ideia
21. Eu sou extremamente? Ansiosa e tento melhorar isso, mas é difícil
Vou indicar o selo pra Manu http://devaneiosdeumadoutoraemcrise.blogspot.com/
pra Paula http://escritoteca.blogspot.com/, pra Monga, ou será pra executiva? http://amongaeaexecutiva.blogspot.com/ e pra Gzbel http://casadagzbel.blogspot.com/
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