segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Think out of the Box


Era isso o que estava escrito na apostila que eu lia numa tarde de sábado. Não. Não era uma aula de auto-ajuda. Na verdade era um módulo que se chamava “técnicas de negociação”.

Esses cursos de pós-graduação acham que advogado precisa aprender um pouco sobre técnicas de negociar para se darem bem no mercado de trabalho.

E, enquanto eu aprendia as referidas técnicas, que são muito interessantes por sinal, fiquei divagando sobre o raio do phrasal verb: “think out of the box”. A tradução ao pé da letra seria algo como pense fora da caixa. Na verdade é quase um imperativo para você mudar um pouco a forma de ver as coisas.

Essa não era a pauta da aula, por óbvio, mas fiquei imaginando como somos condicionados desde cedo a escolhermos as coisas da forma como melhor convém... aos outros, na maioria das vezes.

Sou prova disso. Escolhi uma profissão clássica. Visto-me da forma mais apropriada, em outras palavras, da forma como as pessoas esperam ver uma advogada vestida. Eu sou produto do meio em que vivo. E durante muito tempo fui feliz assim.

Mas de uns tempos para cá, tenho me indagado sobre o real valor das coisas. De que vale mesmo passar vários sábados de minha vida dentro de uma sala de aula discutindo diversas convenções criadas por seres humanos e que nem sempre são as melhores soluções?

Será que eu não seria mais feliz gerando um filho, uma vida, tendo um cachorro e um marido e talvez uma vida mais simples e mais tranqüila? Talvez isso tudo fosse bom só na primeira semana.
Talvez eu achasse isso tudo um tédio e quisesse voltar a sentir aquele friozinho na barriga antes de uma reunião importante. Ao ser chamada para esclarecer algo complicadíssimo de forma simples para o presidente da empresa, ou para decidir em poucos minutos sobre o destino de algum processo que vale alguns milhões de reais.

A vida é assim, em cada opção uma perda. Ninguém disse que seria fácil. A gente precisa pensar muito bem o que quer para depois não se arrepender. Aprendi naquela aula de sábado que temos mesmo é que pensar, mas sempre pensar além. Ainda que pareça impossível, ainda que esteja num futuro distante e incerto.

Think out of the Box, é isso o que vou tentar fazer a partir de agora.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Einstein tinha razão


Ele próprio, o doidinho que achava mais importante ter uma imaginação fértil do que uma inteligência fora do comum. Para ele isso era muito fácil, não era? Ele que formulou a sua teoria da relatividade assim, primeiro na cabeça e depois no papel, tinha os dois dotes que considerava importante.

Ele era muito sábio meus caros, e hoje tive certeza disso ao olhar para aquele papel que me entregaram nas mãos e pediram para devolver preenchido até o final do dia.

O papel em questão era o meu aviso de férias. A maioria das pessoas (digo, dos proletários, é claro, porque rico não tira férias só uma vez por ano, certo?) ficam felizes quando recebem esse tipo de papel. Daí já começa a comprovação de que a famigerada teoria da relatividade do nosso amigo Einstein (amigo sim, vai, o cara era um gênio, mas mostrava a língua e andava de bicicleta, parecia ser muito gente boa), tem tudo a ver com essa folha A4.

Vou explicar.

Sou deveras ansiosa. Não rôo unhas porque acho muito feio mulher com unhas roídas. Gosto delas bonitas, lixadas e esmaltadas. Mas quem disse que se conhece um doido pela camisa de força? Não sei se o resto da população é assim, principalmente da população feminina, mas eu já aguardo o próximo fim de semana na própria segunda-feira. Já penso na próxima viagem, quando estou voltando para casa e penso no próximo emprego, antes mesmo de terminar a entrevista.

Pois esse ano, prometi que não seria tão ansiosa, ou pelo menos faria o que os psicólogos chamam de “trabalhar isso”. Esse ano eu viveria um dia de cada vez e que todas as subjetividades a que estamos condicionados, mais conhecido como “destino” seriam por mim superadas sossegadamente, “sem stress”.

Mas o papel que está a minha frente não quer cooperar comigo. Ele faz com que eu levante várias questões e a ansiedade vem de volta para minha cabeça e se manifesta em meu corpo. Tirar férias não é tão simples assim. Primeiro você precisa decidir para onde você quer ir, depois, precisa ver o seu saldo bancário para saber se você consegue pagar a viagem ao destino desejado e é aí onde mora o problema! Eu sempre quero ir a lugares que meu bolso não pode pagar. Mesmo porque, essa história de dividir no Mastercard não funciona bem para uma virginiana, não.

Não tem essa de dividir o que quer que seja em 12 vezes. Você fica “conversando” com a conta durante um ano inteiro. Toda vez que você olha o extrato do cartão de crédito lá está ela, sua viagem feita há tanto tempo, que você já nem lembra mais direito, mas que a fatura do tal Mastercard da propaganda continua lembrando.

Não, comigo não, é tudo no máximo em 3 vezes. A primeira parcela enquanto ainda se está programando a viagem, a segunda quando se retorna dela e a terceira um mês depois. Assim, tudo bem, a Visa tem razão: a vida é agora e não daqui 12 meses.

Mas esse ano, não quero fazer um pacote-cvc para nenhum lugar do nordeste. Não quero tomar sol na Bahia ou em Maceió. Esse ano eu quero desbravar o mundo. Quero tomar vinho da casa em Nápoles ou comer um croissant em Paris, talvez comprar uma bolsa Marc Jacobs na Bloomingdale’s, ou talvez visitar a cidade subterrânea em Montreal. Poderia conhecer as vinícolas do Concha Y Toro no Chile, ou quem sabe passear de balão na Capadócia.

Sim, era algo assim que eu queria. Queria ter que fazer uma mala bem grande e tirar férias da minha vida por um mês inteirinho. Dormir até a hora que eu bem entendesse, comer quando tivesse fome, beber quando tivesse sede e amar a hora que eu tivesse vontade. Sem programação pré-definida. Sem ter que olhar no relógio, sem ter que dar satisfação a ninguém.

Mas esse papel que meus olhos avistam é muito frio, muito objetivo. Ele não está muito interessado em todos esses detalhes. Ele só quer uma data, não quer um destino, não quer um sonho, não quer saber da cotação do dólar ou da crise mundial. Ele quer simplesmente cumprir com sua função e ela se resume a uma palavra: “quando?”

Quando, meu Deus? Eu que pergunto! Quando eu vou conseguir parar de querer e finalmente conseguir?

Coloco o papel de lado, chuto uma data qualquer e continuo o meu trabalho. Depois eu resolvo todas essas questões. Vou viver um dia de cada vez esse ano. A viagem eu decido depois. Pensando bem, o destino pouco importa, o que vale mesmo é a companhia e isso eu já tenho, graças a Deus!

Einstein é que tinha razão. Criava suas teorias e andava de bicicleta. Eu também vou fazer isso.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Tentativa

Tem a ideia. Acredita nela. Começa a maratona criativa: pensa, pensa, pensa. Resolve começar a escrever. Escreve, escreve, apaga, escreve. Fica em dúvida. Respira. Fica mal humorada, faz uma pausa. Escreve, escreve, escreve.

Ouve uma música, tem outra ideia. Corre para escrever antes que esqueça. Fica feliz. Escreve, escreve, escreve. Fica cansada, dorme.

Escreve, escreve, escreve. Fica insegura, pede para alguém revisar. “O texto está ok”, é a resposta que recebe. Continua insegura, pede para outra pessoa ler. “O texto está ok” mais uma resposta positiva. Acaba acreditando. Por via das dúvidas revisa. Apaga e escreve mais um pouco. Boceja e tenta não deixar o relógio, que marca duas e meia da manhã, e o sono, atrapalharem a sua concentração. Lembra que precisa trabalhar no dia seguinte. Escreve, escreve, escreve.

Última revisão. Lê. Sorri. Imprime. Protocola e espera....

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mensagem do Mario Quintana


Olá,


Passando só para deixar uma mensagem bacana de que devemos sempre focar no que nos faz felizes.


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