terça-feira, 24 de março de 2009

A primeira vez a gente nunca esquece!

Parecia ter sido amor à primeira vista: me encantei por você logo de cara. Tinha vontade de te pegar no colo, tamanha era a minha atração por você. Você era sexy (e me deixava sexy), atraente, bonito, charmoso e ... deliciosamente disponível.

Resolvi levá-lo para casa e lá travamos nossas primeiras intimidades, toquei você, primeiro com suavidade, apenas para sentir as peculiaridades que existiam em seu corpo envolvente, pecaminoso, que despertava em mim os piores pensamentos, o pecado mais baixo, o pior de todos: a vaidade! Já cansada dessa aproximação sutil, decidi que era hora de tentarmos algo mais ousado.

Foi então, na intimidade do meu quarto, que me encaixei em você. Quando fiz isso, pela primeira vez, algo mágico aconteceu! Parecia que nunca tinha tido uma sensação dessas antes. Tudo era mais que perfeito, o toque, o cheiro, a pegada, a aparência. Você me fez esquecer os outros e só pensar em você, só querer você, estava me viciando: em você. Sim, você tinha o formato dos sonhos, a aparência que deixa qualquer uma se sentir uma diva, ao me olhar no espelho, nua, com você agarrado em mim, a sensação era de que eu conquistaria o mundo.

Já nos sentindo íntimos, chegou a hora de assumirmos ao mundo nossa relação e, resolvemos então, desbravá-lo da melhor forma: somente eu, você e mais ninguém. Minha confiança em você e em mim, continuavam alta, juntos chegaríamos onde quiséssemos e você estaria lá, sempre me apoiando, e me protegendo de todas as coisas ruins e sujas que aparecessem pelo meu caminho.

Revelaríamos a todos que pudessem ver, nossa relação que já estava sendo muito bem desenvolvida entre quatro paredes. Foi então que você, maldoso, daninho, acabou comigo. Parecia uma leve debochada, nada muito importante, mas você continuou e continuou e continuou. Fiquei arrasada, não sabia o que fazer ou para onde correr. O que antes era carinho, agora, passou a ser pressão, dor, decepção.

Você me fez sangrar em público e pior, eu nada podia fazer quanto a isso! Justamente você que deveria me proteger, resolveu me agredir! Maldito sapato novo ...

10 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Pô Ana, vc me fez pensar em besteiras!
    Adorei!!

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  3. Show..... cheguei a pensar que era um conto erotico, poxa...rs

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  4. De início pensei em um cara Gato p/ Carai de Oliveira Bastante...depois pensei em soutien..por fim, pensei em absorvente. Em momento algum pensei em sapato. rsrsrrs

    Mto bom!!! rss

    Bjos!!!

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  5. Adorei!! nunca imaginei que seria o sapato! Jä te disse, vc precisa mandar seus textos para o Saia Justa!!!!
    Aliás, eh uma das coisas que mais estou sentindo falta aqui! do Saia Justa!
    bjs

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  6. Ahahaha, e eu aqui achando se tratar de um conto erótico! ô mente pervertida!


    Gostei muito!

    beijo

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  7. Hehehe ... estava um pouco na cara que era algum objeto e não um ser humano, mas gostei do texto, parabéns!

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  8. Hahahaha
    eu estava ficando chateada com o final da história!
    Que bom que foi só um sapato
    ;D

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  9. Ahhh jamais eu teria condições de reclamar de um sapatinho novo, por maissssssss que ele apertasse, hahaha.
    Beijokas!!

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  10. Olá, essa foi um dos textos que eu mais gostei de escrever. Pati, ainda mando pro saia justa, preciso criar coragem. Engraçado perceber que as meninas (algumas) sacaram que não era sexo, já os homens preferiram embarcar na história. beijos

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